Porque os cadernos já não chegam para guardar tanto texto e porque preciso mesmo de poder "gritar ao mundo" o que me vai passando pela alma...
*A pedido de muitas famílias xD
Não tenho mais palavras.
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte).
Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado e paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão.
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.
» Maravilhosa simplicidade e beleza de Miguel Torga :D
Deixo o tempo actuar,
mas a cada dia sofro mais da doença
que é amar!
Não sei mais que fazer,
sinto que não tenho o poder
para mudar nada, nem ninguém,
quanto mais outrém.
Esgotei as palavras
Perdi as minhas lágrimas...
Perdi o meu alento,
perdi o meu momento
resta-me apenas mergulhar ainda mais
neste tormento,
a que chamam de sofrimento.
Nuna*
