quinta-feira, 25 de março de 2010

Um poemazinho para começar :D

Já fomos mais que amigos,
hoje somos desconhecidos.
Um dia rimos, hoje choramos.
Já gritamos, hoje calamos.

Um dia perdoamos,
agora magoamos.
Horas falamos,
hoje nem olhares trocamos.

Fugimos, quando um dia enfrentamos,
escondemo-nos quando um dia nos abraçamos.
De certa forma, de certa maneira,
já nos amamos,
agora com medo até isso, um sentimento terno e doce,
ocultamos.

Nuna*

Primavera*

Yey!! Chegou a Primavera. Oficialmente já entrou =D
Celebrei até não poder mais o solzinho timido que brilhou no Domingo. Fiz uma festa.
Fiquei feliz e animada!!

E depois, a Primavera para me compensar e celebrar comigo trouxe-me de presente 1 ataquinho de sinusite que gosto tanto. E, logo depois, recolheu-se outra vez e, para me castigar por ter escrito que odiava chuva, deixou chover mais um bocadinho.

Humpff!!!!!!!!


ÓDIO >:(



Sílvia*

quarta-feira, 24 de março de 2010

5 minutos*

Hoje dei por mim a pensar em 5 minutos.
5 minutos pode ser tão pouco tempo...

"Faltam 5 minutos pra começar o espectaculo! Só?!?"
"Faltam 5 minutos para entrares em palco! Só???"
"Amor, faltam 5 minutos para o meu vôo... Só?!?!?"

Aqui, 5 minutos não são nada! Não chegam para as despedidas, não chegam para acalmar os nervos, não chegam para chegar a horas...

5 minutos não é nada. São uns meros 300 segundos. O que é isso? Nada! 5 minutos correm quando estamos na companhia de quem amamos, quando estamos a dar beijinhos e miminhos a quem queremos bem; quando estamos a dormir.
Afinal 5 minutos, são 5minutos. É uma insignificância de tempo!

Mas 5 minutos pode ser tanto tempo!

"Faltam 5 minutos para acabarem as curvas. Ainda?!?!"
"Faltam 5 minutos para chegarmos. Ainda??"
"Faltam 5 minutos para acabar o trabalho! OH MEU DEUS!!!! AINDAA?!?!!"

Sim, 5 minutos são uma eternidade.
Os ponteiros do relogio parece que param e os números do telemovel/PC não mudam. São 300 segundos que têm de passar. 300 segundos é uma eternidade, quase todo o tempo do mundo. 5 minuto são tempo demais.

5 minutos. É o tempo que eu preciso para pôr as ideias em ordem quando acordo e não tratar mal ninguém, é o tempo que preciso para lavar os dentes, para me pentear, para sorrir pela manhã; para perceber uma piada seca ;)

Pode ser nada, pode ser tudo. Para a mesma situação, com pessoas diferentes, os mesmos 5 minutos podem ser tudo ou nada, muito ou pouco.

No final de contas....não deixam de ser 5 minutos.


Sílvia*

sexta-feira, 12 de março de 2010

Vem por aqui*

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por ondeMe levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio


Sílvia*

quinta-feira, 11 de março de 2010

Detesto*

Olá!

Hoje tá sooool :D Gosto tanto!!!! Até que enfim..

Detesto chuva. Desculpem, mas a sério, detesto. Detesto acordar de manhã e sentir que está a chover e pensar que tenho de saír da cama, vestir uma roupa que se vai molhar daí a nada, pentear o cabelo que se vai molhar daí a nada. Detesto pegar no guarda chuva para não me molhar até ao carro e depois molhar-me mais entre abrir o carro, pousar a carteira, entrar, fechar o guarda chuva, passa-lo por cima de mim para o pousar ao lado e fechar a porta. Por esta altura já roguei 500 pragas à chuva, 300 ao guarda chuva, 200 ao boguinhas, 100 a mim, 50 a qualquer pessoa que respire naquele momento, mais 20 à chuva e 10 ao mundo em geral.
Detesto rogar pragas tambem, não é bom começar o dia a praguejar.

Detesto conduzir com chuva. Não posso acelerar tanto, tenho de ir a ouvir o barulho irritante das escovas e da sofagem para não ficar tudo embaciado, com isto, subo o volume do rádio para continuar a conseguir ouvir a musica e, como consequência imediata, o meu irmão sobe o volume da voz para que se continue a ouvir.

Detesto pensar que isto tudo acontece às 8.30h da manhã e que me esperam 20 Kms pela frente.

Detesto estar a escrever isto e estar a rir-me a imaginar a minha figura durante o Inverno.

Detesto chuva, não sei se já referi. Mas detesto. Acho que,no fundo, a chuva só serve para, naqueles dias em que não tinha mais nada para fazer, ir passear e conversar debaixo da chuva miudinha com a BEST*; e para servir de pano de fundo à eterna cena romântica do beijo profundo dado sob a chuva que cai largamente. Mas, tirando estas singelas excepções, detesto chuva.
Tenho a dizer que detesto. Desculpem. Detesto.



Sílvia*

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nome*

Sílvia:
Latim, da floresta, da selva.
Revela paixão pela vida e a vontade de assumir tudo o que contribua para aumentar a felicidade humana.
Por vezes, seu grande poder de comunicação pode provocar invejas e incompreensões por parte de seus amigos.

Fonte - http://www.rede2001.com/nomes/index.htm

Porque me apeteceu xD


Sílvia*

Ancora*

Estou cansada de ser ancora. De ser porto de abrigo. Estou cansada que todos achem que podem simplesmente chegar, dizerem que estão mal e eu estou cá sempre para ouvir e apoiar.

Estou cansada de ti, que chegas sempre unicamente a pensar que eu sou o porto de abrigo mais seguro e falas de tudo de mal que te acontece. Estou cansada que não perguntes como EU estou, ou que não te importes com isso.

Porque é que toda a gene se vira para mim quando é para ouvir problemas e dramas? Porque é que toda a gente acha que tenho estofo que chegue par ouvir tudo e não me dá nunca oportunidade de dizer o que se passa comigo?

Estou tão cansada que venhas falar comigo quando tens problemas, que esperes e ouças o meu conselho e depois não o sigas. Estou tão cansada que não me vejas como mais que o saco onde despejas tudo e não me vejas como alguém que está cansado de te mandar mensagens com segunda intenção.

Estou cansada de ser ancora. De ser porto de abrigo.


Sílvia*

segunda-feira, 8 de março de 2010

Easy*

Olá!

Só para partilhar o que ando a ouvir loucamente ultimamente xD








Sílvia*

Olhos*

Às vezes estamos os dois no mesmo sitio à mesma hora e, nessas vezes, às vezes os nossos olhos cruzam-se e o nosso olhar entrelaça-se.

Às vezes, nas vezes em que os nossos olhos se encontram, o tempo para e ficamos só a olhar um para o outro como se por um momento não existisse mesmo mais ninguém no mundo.

Às vezes, nestes momentos em que o mundo pára para nós, imagino como gostava de repetir esta sensação vezes sem conta contigo, todos os dias.

Outras vezes, abro os olhos e acordo na realidade, nas vezes em que os nossos olhos se encontram o mundo pára para mim e fico a olhar para ti mas tu estás só a ver o que há para além de mim.


Sílvia*

terça-feira, 2 de março de 2010

Confusão*

Confusão, quanto mais gente tenho comigo mais sozinha me sinto. Quanto mais olho à minha volta e vejo que não estou só eu, mais me convenço que a minha solidão, a minha aparente solidão, é a mais ridicula de todas, é a forma mais patética de sentir solidão ou tristeza.

Quando olho em redor e percebo que quem está lá sempre, quem me prometeu que sempre estaria, continua lá e reitera o facto de que vai estar sempre que eu precise, percebo que é estupido duvidar disso e sentir-me assim, apenas porque duvido.

Porque sofri, porque quando te queria não vieste, porque quando te esperei não chegaste; pegaste no sonho e levaste-o para longe; sei que posso olhar em volta e não te conseguir ver, achar-me sozinha, continuar a perceber que me encontro na mais parva solidão. A solidão em que o que faz falta não é toda a gente, é apenas tu.

Pode estar o mundo todo. Faltas tu.


Sílvia*